::Perfil::

Nome:Bia Carvalho
Idade:21 anos
Cidade:Rio de Janeiro
Gosto:Poesia, música...
Odeio:Pessoas vazias
Filmes:Diversos
Músicas:Diversas


::Amigos::

Angel Rose®
Melodiahot®
Serenata ao Luar®


::Sites Legais::
.::UOL - O melhor conteúdo::.
.::BOL - E-mail grátis::.




::Já Passou::
04/05/2008 a 10/05/2008
20/04/2008 a 26/04/2008
17/02/2008 a 23/02/2008
10/02/2008 a 16/02/2008
03/02/2008 a 09/02/2008


::Créditos::





::Votação::

Dê uma nota para meu blog






::Contador::



*** Temporais ***

Permita que eu me jogue no abandono
Como se a solidão fosse um abismo
Eu já não espero mais por romantismo
Quando as noites se calam sem pudor

Cartas revelando o destino
Como se meu rosto fosse um desenho
Incompleto, feito sem empenho
Pelas mãos de um anjo ainda menino

Toque minhas mãos frias
Sinta meus sangue correr
E diga-me que ainda estou viva

Deixe-me cicatrizes invisíveis
Lágrimas secas...
Mágoas que se tornam pó
Minha imaginação é um cenário perfeito
Para que minha alma sobreviva só

Eu não espero flores
Nada que enfeite essa tristeza
Para olhos que já conheceram a pura beleza
Sofrer em vão é a pior maldição

Verdades opacas
Tomam a minha mão
E mesmo que eu não siga
A mais bela trilha para o infinito
Meus pés já conhecem este chão
E preferem a inércia

Meu céu claro, livre de temporais
Espreitando-me
Mas eu não procuro por paz
Meu corpo já se acostumou às batalhas sem fim...



Escrito por Bia Carvalho às 09h18
[] [envie esta mensagem]




*** QUASE UM SUSPIRO ***

 

Abrem-se as portas do meu próprio universo
Meu espírito suspira
Em uma calma desconhecida
Há um amor latente que sobrevive à ira
E finge que morre
Mas ainda transpira calor e vida

Os versos que ferem como punhal
Embalam-me em solidão e agonia
As mesmas vozes mudas de outrora
Gritam em algum outro plano astral
Que tudo que eu sinto
Não passa de teimosia...

E eu me perco em um doce acalanto
Desfazendo-se em lembranças febris
Quem me dera que a noite estendesse seu manto
Para que meu corpo repousasse sem pressa
E meus sonhos me dessem a vida que eu sempre quis

Como raios de luz que vêm e vão
A febre que me toma me traz satisfação
Pois é dela que vem o calor
Que me aquece neste inverno particular

Como nuvens de outra dimensão
Meus pensamentos entram em colisão
Quando eu fecho os olhos
Sem saber para onde olhar

Desfaz-se a poeira desta tristeza
Meu sorriso se modifica
Como um sentimento sem razão
Mas minha súplica é tudo que fica
Presa nos mares bravos
Que banham minha última ilusão

Sede de desejos reprimidos
Afagos de minha própria lucidez tentam me ferir
Quando minhas mãos trêmulas
Tocam de longe o infinito
Mas nada conseguem sentir

Fome de emoções torturantes
Indícios de cataclismas em todos os meus humores
O medo da verdade
O medo da mentira
Minhas memórias são meus piores temores...



Escrito por Bia Carvalho às 09h14
[] [envie esta mensagem]