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Nome:Bia Carvalho
Idade:21 anos
Cidade:Rio de Janeiro
Gosto:Poesia, música...
Odeio:Pessoas vazias
Filmes:Diversos
Músicas:Diversas


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*** Espaços Vazios ***

 
 
Abra tuas asas imaginação
Brinde-me com a chuva dos novos tempos
Através desses olhos castos
Forneça-me a mais doce anunciação
Faça desses espaços vazios
Campos vastos
Repletos de versos sem razão

Eu que nunca pedi palavras doces
Eu que sempre usei estas lágrimas
Para compor minhas sinfonias
Hoje alimento-me de circunstâncias
E observo o nada...
Esperando momentos que me sirvam de poesias

Como se o vento de outrora
Já não fosse mais o mesmo
Como se a menina dentro de mim
Já não soubesse mais cantar
Algo deixa meus sentidos a esmo
E meu coração é o último a latejar

Minhas veias não pulsam inspiração
As vozes ao meu redor
Já não me confidenciam nada
E apenas restou uma fábula inacabada
E estrofes sem nenhum final

Que as estrelas tenham o antídoto
Que a solidão me dê abrigo
Há um veneno me consumindo...
Eu imploro que a magia caminhe comigo
E que ilumine meus pensamentos
Com qualquer sonho partido...


Escrito por Bia Carvalho às 09h02
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*** Temporais ***

Permita que eu me jogue no abandono
Como se a solidão fosse um abismo
Eu já não espero mais por romantismo
Quando as noites se calam sem pudor

Cartas revelando o destino
Como se meu rosto fosse um desenho
Incompleto, feito sem empenho
Pelas mãos de um anjo ainda menino

Toque minhas mãos frias
Sinta meus sangue correr
E diga-me que ainda estou viva

Deixe-me cicatrizes invisíveis
Lágrimas secas...
Mágoas que se tornam pó
Minha imaginação é um cenário perfeito
Para que minha alma sobreviva só

Eu não espero flores
Nada que enfeite essa tristeza
Para olhos que já conheceram a pura beleza
Sofrer em vão é a pior maldição

Verdades opacas
Tomam a minha mão
E mesmo que eu não siga
A mais bela trilha para o infinito
Meus pés já conhecem este chão
E preferem a inércia

Meu céu claro, livre de temporais
Espreitando-me
Mas eu não procuro por paz
Meu corpo já se acostumou às batalhas sem fim...



Escrito por Bia Carvalho às 09h18
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*** QUASE UM SUSPIRO ***

 

Abrem-se as portas do meu próprio universo
Meu espírito suspira
Em uma calma desconhecida
Há um amor latente que sobrevive à ira
E finge que morre
Mas ainda transpira calor e vida

Os versos que ferem como punhal
Embalam-me em solidão e agonia
As mesmas vozes mudas de outrora
Gritam em algum outro plano astral
Que tudo que eu sinto
Não passa de teimosia...

E eu me perco em um doce acalanto
Desfazendo-se em lembranças febris
Quem me dera que a noite estendesse seu manto
Para que meu corpo repousasse sem pressa
E meus sonhos me dessem a vida que eu sempre quis

Como raios de luz que vêm e vão
A febre que me toma me traz satisfação
Pois é dela que vem o calor
Que me aquece neste inverno particular

Como nuvens de outra dimensão
Meus pensamentos entram em colisão
Quando eu fecho os olhos
Sem saber para onde olhar

Desfaz-se a poeira desta tristeza
Meu sorriso se modifica
Como um sentimento sem razão
Mas minha súplica é tudo que fica
Presa nos mares bravos
Que banham minha última ilusão

Sede de desejos reprimidos
Afagos de minha própria lucidez tentam me ferir
Quando minhas mãos trêmulas
Tocam de longe o infinito
Mas nada conseguem sentir

Fome de emoções torturantes
Indícios de cataclismas em todos os meus humores
O medo da verdade
O medo da mentira
Minhas memórias são meus piores temores...



Escrito por Bia Carvalho às 09h14
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*** CARTA AO CORAÇÃO ***

Aqui eu estou
Intoxicada por um dejavú constante
Mergulhada em tédio e conformismo
Sou um poema que ninguém terminou
Minha alma se rendeu ao primeiro exorcismo

Voe em minhas asas
Leve de mim o que bem quiser
entreguei meu corpo nessa maldição
Estou seguindo a correnteza que vier

E eu apenas aceito o destino

Minha paixão não resiste ao magnetismo
Chorando, mas pela agonia de não amar
Minha mente vive em eterno ceticismo
Mas talvez essa dor convença meu coração
A não aceitar mais a solidão
E a vida comece a valer...

Aqui eu estou
Compenetrada em linhas sem sentidos
Em meus olhos que enxergam estrelas cadentes
Embora minha mente tenha esgotado seus pedidos
E o caos já tenha trazido minhas dúvidas latentes
Para dentro de minha fé

Use minhas palavras
Para exprimir o sentimento mais banal
Mentiras podem apenas consolar
Já que o amor é um veneno muito mais letal...

Eu apenas aceito o destino
Morrendo aos poucos em um desatino...
Meus erros são apenas parte do passado.



Escrito por Bia Carvalho às 17h07
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*** CONFISSÕES ***

 
Águias negras absorvendo meus sentimentos
Uma dança terna de corpos sedentos...

Lance esse temor no primeiro abismo
Ainda há vida nesse raro romantismo
Que se arrasta por meu corpo como areia movediça

Lúgubres capítulos de uma obra literária
Um desejo doce, uma sedução solitária
Traga suas confissões para esta sacristia
Onde a punição é viver esta fantasia
E se perder quando a noite vira amanhecer

Qual o preço a se pagar
Para simplesmente ser feliz?

Há um inverno em meu sangue corrente
Uma eletrecidade infame e dormente
E não há punição que me impeça de pecar
É uma ira doce que vira vingança
É um amor sobrevivente virando lembrança
E eu condeno a mim mesma por não me arrepender

Fadas pálidas iluminando meu caminho
Esse pecado não consegue sobreviver sozinho...

Sinta essa energia corrompendo meu corpo
Esse coração sofre, mas ainda não está morto
Eu ainda vibro, sentindo a dor que me alivia

Não precisamos nos confessar ainda, é cedo
Ainda teremos força para guardar este segredp
Enquanto a magia ainda valer...

Qual a mentira que não poupa uma cicatriz?
Quando as rimas mais doces perdem a inspiração
Fantasmas da noite profetizando a tentação...

Devaneios não me bastam nesse louco frenesi
Somente nessas emoções eu inteiramente adormeci..


Escrito por Bia Carvalho às 16h48
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*** SONHOS INSANOS ***

Deixe meu corpo fenecer nesse sacrifício
Não há armadilhas suficientes para meu espírito
Esse remorso se faz presente em meu cotidiano
Onde essa alma lívida morre em engano

Esses sonhos ígneos, tão insanos
Evidenciam minhas incertezas sobre a realidade
Se eu conquistar meus devaneios por apenas uma noite
Irei encontrar o portal que conduz à eternidade

Não existem seqüelas para provar que a batalha existiu
Somente essas lembranças irão perpetuar...

Se eu abrir os olhos e cair nessa amnésia profunda
Nesse abismo de eufemismos, meias verdades
Onde minha melodia se perdeu
Se eu abrir a porta e encontrar uma amarga lucidez
Encontre-me sóbria e perdida nesta teia
Em imagens disformes e distantes
Onde essa alma cálida adoeceu

Que essa granada estilhace esses sentimentos
Que essa neblina ofusque apenas dolorosas paixões
Somente a vida pode ferir esse corpo mortal
Pois a morte apagará essas vãs ilusões

Não há como acreditar nessas profecias profanas
Apenas as palavras irão se perpetuar

Um frêmito breve me trará recordações
Como a mais pura e lânguida sensação de medo
Não há histórias, esse sonho morreu muito cedo...

Um sussurro suave anunciará meu adormecer
Por segundos insanos eu sonharei horas inexplicáveis
Com a doce agonia de por amor morrer...



Escrito por Bia Carvalho às 08h07
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*** LEMBRANÇAS ***

 
Este é o lugar onde jazem minhas lembranças
Onde meus murmúrios falam
Sobre segredos indecifráveis
Fantasmas correm como espíritos de crianças
Eu posso ser livre de minhas mágoas incuráveis

Pensamentos áusteros além de minhas têmporas
Será melhor lembrar e sentir a dor
Ou tentar esquecer e aceitar...

Não haveira a morte
Se a vida não valesse a pena
Não haveria essa dor
Se não existisse o amor
Esteja comigo, seja como for...

Não há como não chorar por mim mesma
Este veneno me consome advertido
Mas essa morte é aliviadora
Pois é nela que viveremos
O amor que não nos foi permitido
Então deixe minhas lembranãs descansarem em paz

Este é o lugar onde nascem minhas lágrimas
Onde morrem minhas fantasias
Assombradas pelas dúvidas
Serenas são as vozes que falam ao coração
Como miragens que são mais que ilusão

Não haveriam sombras
Se não houvesse o passado
Não haveriam lembranças
Se não houvessem momentos bons
Esteja comigo, compartilhe esses dons

Sofra comigo esses caprichos do tempo
Que lida com nossa mente
Entre amor e ódio em um momento
Deixe as lembranças comigo eternamente
É essa dor que me deixa viva

Dance comigo essa melodia fúnebre
Que diz o adeus sem querer
Deixe que o tempo passe apenas para mim
Para você nunca me esquecer...


Escrito por Bia Carvalho às 07h39
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*** INTIMIDADE ***

 
Intrínsecos pensamentos colidem com minha intuição
Por que essa fragilidade envenena meu coração?

Um sentimento de cólera, pesadelos a noite inteira
Possessão celestial? Uma paixão certeira

Como uma doce melodia
De um violino antigo
Você sussurra sua agonia
E eu absorvo o perigo
Com um olhar delicado
Você incita minhas lágrimas de dor
Ninguém subestima o poder do amor...

Eu desafio o céu
Deus conhece meu testemunho
Livre da loucura
Mas presa em uma teia de fel...

Mente cética, dê-me um pouco mais de tempo
Para sentir a paixão que me rouba a lucidez
Deixe-me abandonada nos incertos braços do amor
Eu quero me machucar outra vez...

Fria intimidade, eu me sinto indulgente
Ofegante e inquieta por uma vida somente

Momento intenso irá durar para sempre em mim
Enquanto eu escrevo o prefácio de uma história sem fim

Como uma brisa em uma tarde de verão
Você suspira por prazeres irresistíveis
Eu encontro meu refúgio na canção
E choro por um amor de promessas invisíveis

Eu provo a dor
Provo meu aleito
Por quanto tempo durará
Vivendo esse amor imperfeito
Confio nesses olhos
E no que eles teimam em ver
Esse momento será eterno
Enquanto eu viver...



Escrito por Bia Carvalho às 08h16
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*** CAIXA DE PANDORA ***

 
Sangue e água se fundem
Em uma dança de necessidades libidinosas
Nós nascemos para amar
Nessa terra de promessas rancorosas

Olhos que espreitam, sonhos adúlteros
Fantasmas de mágoas que deixamos para trás
Desejos que negamos nessa realidade de pudores
Onde sempre achamos que uma lembrança
É apenas uma agonia fulgás

Absorva minhas energias
Tire de mim tudo o que quiser
Minha poesia, minha inspiração
Meu sangue, minhas horas de melancolia
Deixe-me apenas esta noite
Para eu transformar em canção

Estou presa nesse círculo de virtude
Nessa caixa de Pandora, encontrei meu lar
Eu te concedo três desejos, amiúde
Se os males do mundo, você consigo levar...

Fogo e dor se entrelaçam
Nessa dança de prazeres e agonias
Nós nascemos para sofrer
Nessa existência de póstumas melodias

Vozes que aconselha, sonhos fúlgidos
Sombras que nos seguem sem destino
Deixe-me sofrer essa mágoa, meu desatino
Onde um cálice de luxúria me mata devagar
Profanando as orações que ainda me fazem chorar

Essa dor intensa e quente
Não me abandone à própria sorte
Esse corpo, frio e dormente
Não me apresente aos anjos da morte

Pandora escolheu essa serpente
Para revelar ao mundo sua sina
Molde meu corpo em um veneno entorpecente
Mantenha meus sonhos doces de menina...


Escrito por Bia Carvalho às 08h05
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*** O baile de máscaras ***

 
 
Uma ácrida realidade se manifesta
Nas linhas do rosto mais cansado
Um ato perigoso, uma harmonia de festa
Meu pensamento sequer admite estar apaixonado

Minha pele tão falsa quanto uma fantasia
Será que esse corpo que visto é mesmo meu?
Eu danço a canção que convém neste dia
Será que sou feliz com o que a vida me ofereceu?

Se eu me permitir um momento de meditação
Meu sangue entrará na veia certa do meu coração
E um último sorriso brindará este momento

Dance doce mentira, dance
Faça de mim uma eterna dependente
Uma abstinência da verdade cruel
Será meu lento veneno entorpecente
Afinal, vivendo nesta falsidade inocente
Já não merecemos mais o céu

Meus ouvidos estão desacostumados com a dor
Cante apenas melodias que me façam feliz
Com o tempo, meus olhos acreditarão em qualquer horizonte
Mas não foi esse o tipo de amor que eu quis

Somos humanos, a evasiva perfeita
Sem perceber nossa sina já foi feita
Apenas vence quem souber viver

Através das barreiras do certo e errado
Meu destino foi escrito e condenado
A acreditar no que todo mundo diz

Dance sem medo das condenações
Dance no mundo das eternas canções
Deixe seu corpo, sua alma reconhecer


Escrito por Bia Carvalho às 08h32
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*** À PROCURA DA MAGIA ***

 
 
Eu segui pelos vales do esquecimento
Vestida em coragem e nostalgia
Esperando pelo mais perfeito momento
Para transformar minha maldição em poesia

Sem ninguém para culpar a derrota
Sem o medo como fácil evasiva
Desejando que a magia mais remota
Apenas me faça sentir viva...

Depois de um longo caminho percorrer
Esta felicidade irá me pertencer...

Anjos me deram sua canção
O fogo me deu sua luz
Esses demônios me deram sua bênção
Mas é esse desespero que me conduz

Deuses me revelaram o segredo
Onde mora a ilusão sem fim
Devo apenas fechar os olhos, sem medo
Pois a mais pura magia vive dentro de mim

Eu nadei pelos mares da incompreensão
Protegida pelos sentimentos mais banais
Já não espero pela mais profunda sensação
Esse corpo e essa mente são somente banais

Sem ninguém para comemorar a vitória
Sem amor como meu fiel aliado
Minha luta virou apenas história
Tentando me encontrar, deixei minha vida de lado

Minha magia não foi suficiente
Para me fazer viver eternamente
Tantos anos eu perdi...

Com os dois olhos fechados
Todos os mistérios foram revelados
Que sobrou de mim no fim?

Uma alma desconhecida
Uma fera solitária e adormecida
Apenas um nome na multidão...



Escrito por Bia Carvalho às 08h04
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***ESCURIDÃO DESCONHECIDA***

 
Mais uma noite
Mais uma porta para se abrir
Uma valsa inconstante
Um espelho negro a me refletir

Pulsam cores na escuridão
Eu posso ver aquela luz sem fim
Meu sangue límpido e sem emoção
Se espalhando por desconhecidas partes de mim

Outra vez sussurrando
Meu peito ainda está latejando
Eu durmo para não testemunhar
Outro sentimento perdido
Meu medo já se deu por vencido
Essa escuridão não pode mais me assustar

Deixa essa vida ressucitar
Meus sentidos reprimidos nesta teia
O escuro da noite já não é familiar
Pois a chama que ilumina
É a mesma que me incendeia

Mais uma lágrima
Mais uma porta a se fechar
Eu conto as horas, mas não chega a madrugada
Meus devaneios não irão se materializar

Feridas abertas, chagas eternas
Meu mundo perdeu toda direção
Minha sombra caminhando rumo ao precipício
Meus sonhos já não me dão proteção

Lá se vai minha memória
Possuida pelo feitiço do esquecimento
Já não vale a pena amenizar o sofrimento
Quando minha luz é a primeira a se apagar

Dentro de mim, a escuridão que não conheço
Neste vazio eu rapidamente enlouqueço
Essa é a noite que ainda me vigia...


Escrito por Bia Carvalho às 08h52
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***ONDAS***

 
O vento calou outra vez suas preces
E ela se jogou inteira no oceano
Esperando que dele viesse a virtude
Que tanto desejou seu coração humano

Juntou-se então às criaturas em harmonia
Em uma dança mística de sedução
Por suas veias, vaga apenas o sal
Do mar, e de lágrimas derramadas em vão
Será que tudo valeu a pena?

Afogando-se em lendas e promessas
Enterrada viva entre as ondas...

Não tardará mais sua paz
A correnteza desse destino encontrou direção
Deixe que as estrelas do mar brilhem na escuridão
Que se tornou seu refúgio para sempre

Antes que a Lua se esconda no mar
Em desespero ela fecha os olhos...
Enquanto suas lágrimas se confundem com as estrelas
Sua alma é tudo o que as ondas irão levar

Como pegadas de um anjo invisível
Seus pés caminham sobre as águas nuas
Miragens vazias, um sonho perecível
Ela agarra todas as esperanças como se fossem suas
E deixa a noite despir sua pele inteira

Arrastando-se pela dor mais infinita
Como sombras corrompidas pela luz
Amaldiçoando o silêncio da solidão
As pedras que eu vejo se tornaram sua cruz

Deixe que as histórias sejam escritas na areia
Deixe que a morte prepare sua teia
Já que as ondas não podem levar
O que a mente não consegue esquecer...

 

*POESIA COM DIREITOS AUTORAIS*




Escrito por biancacarvalho09 às 07h59
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***ESCARLATE***

 

Eu sou aquela que não tem nome
Aquela que não foi abençoada
A alma impura, chamada desonrada
Estas palavras sagradas não pertencem a mim

Os lábios envenenados, o sabor do inferno
Eu me perdi pela música que escrevi
O céu mais escuro me criou para te trair
E eu escolhi trair este céu e te amar...

Se eu vagar pelo mar escarlate
E cortar minha pele e me afogar por toda parte
Alguém iria encontrar meu corpo em paz
E me enterrar em qualquer areia movediça
Para eu não voltar nunca mais...

Sinto o medo a me tomar
Mas não há como desistir de lutar
Sou o pedaço que falta em sua alma
Um conto sem final feliz
A rara orquídea que não encontrou a raiz
Aquela, morrendo em seu jardim de dor...

Sou aquela de joelhos, virginal
O último suspiro de amor, sozinho
Seu sangue tornou-se meu amargo vinho
O gosto escarlate do pecado original...

Forneça meus segredos ao mundo
Conte minha história com palavras mundanas
Batize-me com fogo e um veneno profundo
Fecharei meus olhos com meu último sorriso
Eu ouvirei os sussurros de meu tempo como um doce aviso...



Escrito por biancacarvalho09 às 08h11
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